Praça Vermelha à noite: de um lado, a Catedral de São Basílio, bem em frente ao famoso parquinho próximo à galeria GUM - outro ponto que vale uma visita. Crédito da Foto: Aline Coelho

Sabe aqueles amigos que fazem uma viagem lindona e você só fica vendo (e babando) pelos comentários pelo Facebook? Então, a viagem da Aline foi assim: ela – que estudou comigo na faculdade – foi no início desse ano para uma viagem bem gelada e bacana pela Rússia, com direito a passadinhas especiais em Moscou, São Petersburgo e Murmansk, que fica no cucuruto da Rússia e onde ela pretendia caçar a chance de assistir uma aurora boreal por lá.

Eu tive daquelas invejas brancas, de quem acha a viagem linda e super curiosa: afinal, Moscou está entrando aos poucos na rota de viagens de muita gente, mais ainda assim é um destino cheio de curiosidades e contradições, né?

Pois bem, fiquei namorando a chance de tê-la como colaboradora aqui no blog, contando um pouco das suas impressões bem especiais de lá aqui. Daí, fiz o pedido e – voilá, ela aceitou, e nos trouxe esse post especial, com algumas das suas impressões de Moscou e fotinhos por lá!

Espero que gostem – e se gostarem, comentem aí, por favor! Aline é daquelas apaixonadas pelo mundo e pelos seus lugares exóticos, e vai ser bem legal ter mais relatos dela por aqui! Me ajudem a convencê-la? 🙂

Bom, é isso! Com a palavra, Aline! 🙂 

No segundo semestre do ano passado, uma superpromoção de companhia aérea colocou Moscou no mapa de muitos brasileiros. No meu caso, já estava no top 5 da vida. Fui no início de fevereiro, pela S7 (Siberian Airlines), com escala em Madri (esse vôo é operado pela Iberia). Não há vôos diretos, então geralmente se faz escalas em cidades como Roma, Londres, Madri, Paris.  Fiz em cerca de 15 horas (10 até Madri e 5 de lá a Moscou).

Praça Vermelha à noite: de um lado, a Catedral de São Basílio, bem em frente ao famoso parquinho próximo à galeria GUM - outro ponto que vale uma visita. Crédito da Foto: Aline Coelho
Praça Vermelha à noite: de um lado, a Catedral de São Basílio, bem em frente ao famoso parquinho próximo à galeria GUM – outro ponto que vale uma visita. Crédito da Foto: Aline Coelho

Em Moscou, eu fiquei em casa de amigo, mas recomendo hotéis de rede, como Accor, Azimut, Holiday Inn por um único motivo: O INGLÊS. O mesmos para hostels. Dê uma olhada no Trip Advisor e leia os comentários também sobre esse quesito: um recepcionista com inglês fluente pode facilitar MUITO a sua vida e te ajudar a encontrar casas de câmbio e pedir táxis, por exemplo. Sobre localização, o ideal é ficar próximo às estações de metrô: o entorno na Praça Vermelha é a região mais turística.

[box type=”info”] Outras opções de hotel pela região: Park Inn, Courtyard by Marriot, Assambleya Nikitiskaya (ao lado da Praça Vermelha) e o Four Seasons.

Para quem prefere albergues: experimente o Privet Hostel, o FriendHouse e o Volholka, todos super bem avaliados pelo Booking e nas proximidades das principais atrações.

[/box]

SAMSUNG CAMERA PICTURES
Outro ângulo da Praça Vermelha, com o famoso parquinho e as luzes da cidade – estavam lindas no inverno! Crédito da Foto: Aline Coelho

Alguns pitacos sobre essa cidade tão longe e tão perto da gente:

  • Sim, mesmo na capital a maioria dos russos não fala inglês. E azar o seu se não aprendeu russo, eles continuam falando mesmo assim. Recomendo fortemente baixar alguns aplicativos de idiomas e aprender as saudações básicas, além do Google Translator (o recurso de tradução de imagens é ótimo para rótulos, rsrs).
  • Por outro lado, a cidade é bem segura e os transportes funcionam: A malha de metrô é abrangente e os trens, pontualíssimos. As estações são uma atração a parte. Comprando 5 ou 11 bilhetes de uma vez, tem desconto. O aplicativo Yandex metrô (em inglês) é excelente e fácil de usar. Um detalhe: tem wifi nos trens, tá bom?
Margem do Rio Moscou, próximo ao Parque Gorki: vale a pena sentar e assistir ao pôr do sol e todas as suas cores. A estrutura, com banheiros e até máquinas de café (oba) impressiona! Crédito da Foto: Aline Coelho
Margem do Rio Moscou, próximo ao Parque Gorki: vale a pena sentar e assistir ao pôr do sol e todas as suas cores. A estrutura, com banheiros e até máquinas de café (oba) impressiona! Crédito da Foto: Aline Coelho
  • Cuidado com os taxistas, principalmente de aeroporto: Para se ter uma ideia: uma corrida do aeroporto Domodevo para o centro custou entre 1300 e 1500 rublos. Instale o aplicativo Gett Taxi (em inglês – tem para iPhone e Android). Nos aeroportos, há trem para a cidade, interligando com o metrô.
  • Sobre o câmbio: melhor levar dólares e euros, e trocar em bancos oficiais (que não cobram taxas extras), já que muitos têm inclusive lojinhas em supermercados e locais de mais fácil acesso. Em casas de câmbio, fique de olho no preço final, pois algumas costumam embutir taxas, apesar de anunciarem preços mais baixos. 
Prédio dormitório da Universidade Estatal de Moscou, uma das atrações arquitetônicas da cidade. A área do Campus, com seus bares e restaurantes próximos (e a um bom preço) vale a visita! Crédito da Foto: Aline Coelho
Prédio dormitório da Universidade Estatal de Moscou, uma das atrações arquitetônicas da cidade. A área do Campus, com seus bares e restaurantes próximos (e a um bom preço) vale a visita! Crédito da Foto: Aline Coelho
  • 1 euro valia 100 rublos. na crise, foi para 50: Em fevereiro, estava na faixa de 75.  Consequência disso: sensação de tudo mais barato, mais do que na maioria da Europa (uhuuu!). Lembrando que estamos falando de uma das cidades mais caras do MUNDO (mas menos que o Rio :/).
  • Os russos são meio parrudos, com postura austera. As russas são bonitas, mas falta aquele tchan das francesas e latinas. Plásticas e toda forma de adornos como unhas e cílios postiços bombam aqui! Morenos e negros são raros e brasileiros fazem sucesso.
Catedral do Cristo Salvador, uma das principais de Moscou, mais conhecida pelo protesto do grupo Pussy Riots em 2012 e uma fábrica de chocolates desativada, que virou espaço para escritórios de design e lojinhas descoladas. Crédito da Foto: Aline Coelho
Catedral do Cristo Salvador, uma das principais de Moscou, mais conhecida pelo protesto do grupo Pussy Riots em 2012 e uma fábrica de chocolates desativada, que virou espaço para escritórios de design e lojinhas descoladas. Crédito da Foto: Aline Coelho
  • Se você gosta de cosméticos e acessórios, prepare a carteira: as farmácias/perfumarias vendem de tudo, inclusive marcas de luxo. Na galeria GUM, tem uma loja bem grande, que vende até MAC.
  • As pessoas não têm cerimônia e te criticam se você não seguir os costumes. E empurram se estiver no caminho. É cultural, mas estranho.
Parque Kolomenskoye, em Moscou, um dos lugares que eu mais amei! Crédito da Foto: Aline
Parque Kolomenskoye, em Moscou, um dos lugares que eu mais amei! Crédito da Foto: Aline
  • As igrejas são lindas (e muitas), grande maioria ortodoxas. Homens tiram o chapéu, mulheres cobrem a cabeça. Todos fazem o sinal da cruz três vezes.
  • Como neva metade do ano, a vida segue e tudo funciona apesar da neve. E você aprende que pode ser mais fácil viver a -10•C do que a +44•C.
Catedral de São Basílio, de dia! Vale enfrentar o frio para vê-la sob a neve. Crédito da Foto: Aline Coelho
Catedral de São Basílio, de dia! Vale enfrentar o frio para vê-la sob a neve. Crédito da Foto: Aline Coelho
  • A comida é ótima, mas se você não gosta de repolho, fique de olho: ele é onipresente! A bebida oficial é a vodka, e ela é bem barata, especialmente se você comprar no supermercado, como fazem os locais. Legumes e verduras custam bastante, derivados do leite são bem gostosos.

O que mais indicaria para fazer lá?

Fiz o roteiro obrigatório: a Praça Vermelha, a Catedral de São Basílio, o Kremlim, a Biblioteca… Além disso, assisti a um concerto no Conservatório Tchaikovsky, fui aos parques Kolomenskoye e Gorky! Super Recomendo esses passeios!

Você fez esses passeios com guia? Recomendaria ir para lá com guia (por causa do idioma)?

Quanto ao guia, se for alguém com mais idade, que não fale outros idiomas ou não tenha intimidade com aplicativos de celular, recomendo sim. Esse destino pode ser meio perrengue até para viajantes habituais (lembrando que lá o alfabeto é cirílico, totalmente diferente do nosso). Eu tive a sorte de ter um amigo morando lá, o que fez toda a diferença. 🙂

Calma, vai ter mais! Em breve, impressões e dicas da Aline sobre São Petersburgo e do seu “pulinho” em Murmansk!

Comments

Artigo anteriorFérias: dicas de onde ir em Julho
Próximo artigoCheshire Oaks: um guia sobre o maior designer outlet da Inglaterra
Aline Coelho
Carioca de 32 anos, que trabalha e ama cozinhar e viajar. Não sou especialista em nada, mas curiosa por todo esse universo. Os amigos dizem que sou "high-low", gosto de transitar tanto por lugares chiques quanto destinos exóticos. Da neve ao calor, das estrelinhas Michelin à barraquinha de rua, das grifes (no outlet, de preferência) ao brechó, do zen às megalópes, estamos por aí! Se quiser, siga-me também no meu blog: www.noequilibrio.com

17 COMENTÁRIOS

  1. Em todo site de viajem tem sempre este comentário bobo: brasileiro aqui faz sucesso! Realmente nós somos demais! Bem, o interior da Russia é uma lástima. Cidades como Kazan, Novosibirski,Ufa e outras só tem prédio comunitário caindo aos pedaços e sequer calçamento decente, no meio do nada! A Russia tem Moscou e São Petersburgo e só. Como o Brasil Rio e São Paulo e acabou o país. Eu tenho vontade de conhecer Moscou, mas realmente países como Canadá e Austrália estão há anos-luz da Russia. O Comunismo fez um tremendo estrago! Agora, muita coragem! Moscou, no inverno! Com certeza se eu for, vou sozinho, detesto excursões e em pleno verão. Beijos, para todos, e desculpem a ironia! Mas ser brasileiro, honestamente! Dá pena!

    • Olá, Paulo,! Quem está escrevendo é a Clarissa, a responsável pelo blog (quem escreveu este post foi a Aline, uma de nossas colaboradoras) … e olha, você me desculpe, mas sou obrigada a discordar de você… em quase tudo!
      Eu concordo que países como Canadá ou Nova Zelândia são fantásticos – e sim, são totalmente diferentes da Rússia, mas convenhamos que esquisito é viajar para a Rússia esperando ter experiência de Canadá! Acho que, quem viaja para a Rússia (e especialmente para o interior dela) quer conhecer exatamente isso que você disse que não gosta: os tais prédios públicos abandonados, o legado comunista de décadas… que independente do “estrago” que tenham feito, contam também uma história de tempos, regimes e pessoas, e penso que grande parte do que torna uma viagem interessante é viver e trazer esse tipo de experiência, que é bem diferente do que a gente está acostumado e, por isso mesmo, é um aprendizado fascinante.
      Um pouco sobre a “Rússia além Moscou”: o Gustavo Belli, do blog Viajar e Pensar, fez uma viagem pela Transiberiana percorrendo todos os cantinhos minúsculos da Rússia, e montou um relato fantástico, mostrando pessoas, curiosidades, fatos inusitados, muito da história e da influência política que até hoje ecoa no cotidiano de algumas cidades… OK, entendo que pode não ser o seu tipo de viagem, mas não deixa de ser uma experiência de viagem (e de vida) extremamente interessante!

      Da mesma forma que meu coração deu um salto quando eu li que Brasil se resume a Rio e São Paulo e “acabou o país”. Puxa, discordo mesmo! 🙂 E acho que há cantos no nosso país fantásticos para viajar (e isso é palavra de quem andou por ele bem menos do que gostaria). Bonito, no Mato Grosso do Sul, é um dos melhores destinos de ecoturismo do Brasil, quiçá do mundo. Em Cuiabá morri de amores pelas pessoas e pela piraputanga assada na brasa, simplesmente o melhor peixe que já comi em terras brazucas, e que só existe lá. E falando em piraputanga, também foi a 70km de Cuiabá, fazendo descida de caiaque nas corredeiras estupidamente cristalinas da Chapada dos Guimarães, que eu vi um cardume de piraputangas subir rio acima – parecia uma mancha negra subindo pelas águas, de tantos peixes. Experiência lida, tempos depois, na National Geographic. Ou Praia Grande, no litoral do Piauí, uma “vilinha” de pescadores que, como você disse, não tem nem sombra de calçamento – mas é só o melhor ponto na América do Sul para a prática (e competições internacionais) de kite-surf e não se escuta português na época de alta temporada. Sem falar em Foz do Iguaçu, Cânions do Sul, Chapada Diamantina, litoral sul da Bahia, Fernando de Noronha…
      Fui a esses lugares e escrevi sobre eles aqui no blog porque acho importante mostrar que o Brasil “não acabou ali”. Bom, e acho que um blog de viagem só com Rio e São Paulo seria tão… sei lá, limitado! Mas isso é minha opinião – assim como a Aline, eu gosto do que é diferente.

      Bom, o comentário “brasileiro faz sucesso” é frequente mesmo. Mas não acho bobo, sabia? Porque eu percebi, nas minhas viagens, que ele faz sucesso por motivos diferentes em diferentes lugares do mundo, e outra coisa bacana da viagem é perceber o porquê. Em partes da Noruega (e imagino que na Rússia também) é porque não há muitos turistas brasileiros – então nos destacamos porque somos diferentes do que eles costumam receber! Em outros destinos, é porque somos bons – não, ótimos! – gastadores (mas por outro motivo, em outros lugares já não somos muito bem vistos porque somos “pão-duros” com gorjetas. Enfim.). Na Itália, eu sentia que brasileiro fazia sucesso porque temos a cultura latina muito parecida, e também porque muitos tem laços com o Brasil, uma vez que tivemos uma herança italiana forte. E por países muçulmanos (tive essa impressão no Egito e Jordânia) talvez sejam dois motivos: o mais óbvio é o futebol (eles adoram a nossa seleção!) e o menos explícito, mas igualmente importante, era o fato de sermos vistos como um país “neutro” e “pacífico”, sem tomar lados, frente às frágeis questões que envolvem um Oriente Médio já tão conturbado.

      Ah, a Aline foi a Moscou no inverno porque o plano era seguir até Murmansk, no “cocuruto” da Rússia, porque era um dos melhores lugares para ver a Aurora Boreal.
      (Mas concordo com você: quando eu for, preferiria no verão). 🙂

        • Florzinha (retribuindo o elogio), acho que você não leu nada do post, nem dos meus comentários aqui (que, inclusive, falam exatamente o contrário). Aliás, acho que você nem se deu ao trabalho de ler o cabeçalho do blog – se o tivesse feito, teria visto que o blog tem muuuuuuuuitos destinos no Brasil que vão muito além de Rio e São Paulo (que, aliás, quase não são falados aqui).
          Fique à vontade para visitar o blog e comentar, mas evite os comentários e críticas infundados e gratuitos, ok?

      • Olá Clarissa, adorei o blog. As instruções da Aline são ótimas. Estive na Rússia 5 vezes e simplesmente amo o país. O Paulo Roberto está redondamente enganado quando afirma que a Rússia se resume a Moscou e São Petersburgo. Essas podem ser as cidades mais conhecidas pelos turistas, mas a Russia é muito mais que isso. A cidade de Volgograd, antiga Stalingrad, a qual foi completamente destruída durante a segunda guerra, é muito bonita e você ainda terá a oportunidade de visitar o único prédio que resistiu aos ataques durante a guerra. Volgograd foi completamente reconstruída, mas é uma cidade histórica e você consegue sentir um pouco do que os russos passaram durante a guerra. Fiquei emocionada ao visitar o museu com a pintura panorâmica da 2a guerra e o monumento da Mamaev Kurgan.
        A pequena cidade de Kislovodsk, conhecida como a cidade das fontes de águas medicinais, também é bonita e aconchegante, mas é melhor visitá-la no verão. Outra cidade que deve ser visitada é a Sergiev Posad, tem diversas igrejas lindas. Astrarkhan é também uma cidade histórica e muito bonita. Muitas pessoas vão pescar no Rio Volga durante o inverno e, é claro, no verão também. Vale visitar também o anel de ouro da Russia, são cidades lindíssimas. A Russia é enorme e com certeza tem muitos lugarejos, assim como no Brasil. Não tem como comparar a Russia com países como o Canadá e Autrália, isso com certeza é uma ignorância.

  2. Olá, vou pra Rússia no fim deste ano, 20 dias entre Moscou e St Peter. Gostaria de saber se vcs têm dicas onde comprar botas beeeeeeem quentinhas pra aguentar o frio de lá e se é fácil (como faz, onde) adquirir sim Card para celular por lá. Se já souberem qual a melhor opção de operadora, ajuda muito. Preciso mesmo é ter conexão full time com internet… Não falo nada de russo, preciso dos mapas online, dos aplicativos de tradução e busca de táxis…. Enfim, preciso sobreviver!!! Hehehehe E qualquer outra dica q vcs tenham, vou amar receber!!! Obrigada.

    • Oi, MArceli, tudo bem?

      Eu vou deixar sua pergunta aqui para caso alguém souber e puder te ajudar a responder!
      Em termos de sapato: eu já vi gente recomendando galochas Hunter (vende nas principais lojas de sapato da Europa) com meias da mesma marca, que ajudam a proteger do frio e chuva e tem um quê de fashion. Eu concordo, mas eu as usaria no inverno de Londres e não no de Moscou, e também sei por experiência que se a proposta é bater muita perna, elas não são a melhor opção no quesito conforto.
      Quando eu fui no Canadá (leia-se -25 graus) eu comprei uma bota de neve por lá, que tem sido a minha salvação em destinos como esse, e se você puder investir em uma quando for à Rússia acho que seria uma boa opção. Elas são robustas, pesadas, impermeáveis (ideal, por causa da neve), com solado grosso e antiderrapante (o que na neve faz muita diferença) e são revestidas de pêlo por dentro. Marcas como Salomon tem boas opções.
      Espero que ajude!

      • Oi, Marceli e Clarissa!!

        Sobre as botas, eu aproveitei que uma amiga estava indo aos EUA e comprei pelo site Sports Authority. Uma amiga já comprou na Centauro Sports uma galocha, na área de esportes de neve! Na Centauro, também comprei roupa térmica, luvas e meias especiais, foi o melhor custo-beneficio.
        Nas lojas especializadas em roupas de frio, achei muito caro! Aí, vale comprar lá, logo no primeiro dia. Fiz isso com o super casaco. Os shoppings têm desde essas marcas globais até lojas locais, com várias opções. A Clarissa já explicou bem as características que você tem que procurar 🙂

        Chip lá é super fácil, comprei um pré pago com 4G ilimitado na loja da operadora MTC., em Moscou. Geralmente pelo menos um vendedor fala inglês.

        Usei muito Google Translator e os aplicativos de táxi e metrô locais. Aliás, eu recomendo taxi por aplicativo ou pedir pela recepção do hotel/hostel – eles gostam de dar volta em turista :/

        Ótima viagem, e, qualquer coisa, me manda um inbox no Face: lillacoelho.

        Clarissa: obrigada pela oportunidade de lembrar dessa viagem tão incrível :))

        Beijos!

  3. Bem, eu peço perdão pelo meu comentário, digamos, um pouco crítico! Longe de mim ferir suscetibilidades ou magoar as pessoas. Sei que a Russia, especialmente Moscou e São Petersburgo são cidades que impressionam! Claro que nada haver com Canadá, onde estive várias vezes em cidades como Vancouver, Toronto e Montreal. Moscou apesar de seu caráter muito Russo, uma cidade imensa e que quero conhecer de perto nada tem haver com Nova Iorque, por exemplo! Turisticamente o Brasil tem muita coisa e claro; também conheço muito mais que Rio e São Paulo. Eu sou gaúcho, cria de Porto Alegre, morador do RIO e frequentador da noite paulista e do Espirito Santo para baixo conheço quase tudo! O meu comentário foi mais de fundo econômico e geopolítico! O comunismo, claro, gerou imensa fratura humana e social na Russia por décadas! E o atraso de tal regime foi a causa maior da imensa diferença de qualidade de vida existente entre a Russia e países como Canadá ou Estados Unidos. Por exemplo, o PIB americano é dez vezes o PIB da Russia. E neste mesmo aspecto, fiz um comparativo entre o Brasil e a Russia que embora tenham realidades sociais e econômicas distintas ( no aspecto social a Russia tem população mais educada e mais de classe média) possuem um interior esquecido e extremamente atrasado do ponto de vista social e econômico. A America, por exemplo, possuí mais de trinta centros urbanos e metropolitanos de grande envergadura social e econômica. O Brasil tem sim grande potencial turístico, agora a minha tristeza pelo imenso interior brasileiro, tão pobre e com população tão sofrida.Uma realidade inerente a Russia onde o imenso interior Russo sacrifica e penaliza milhões de pessoas em uma realidade, também de imensas carências. Na Russia como no Brasil, o pouco dinheiro existente está em Moscou e São Petersburgo, como em São Paulo e Rio. Esta a razão da comparação! Agora turismo é outra coisa! Pessoas adoram Moscou, pessoas detestam Moscou! Pessoas adoram a Europa outras nem tanto! Conheço gente que adorou Berlim, por exemplo! Eu detestei! Conheço gente que detestou Nova Iorque! Para mim, a cidade mais espetacular do planeta! Agora, vou a Russia, sim! Quero conhecer! Um país difícil e que como a Alemanha já perdeu muito o poder de outrora, mas quero conhecer! E o nosso Brasil! Bem… como nação um negócio lastimável! Agora existe beleza aqui, com certeza! Desculpem, minhas palavras, meninas! Parabéns, pelo Blog! Muito bom! E Beijos para todas.

  4. Boa tarde.Quero parabenizar pelo texto que esta muito bem escrito.Eu estou louco de vontade de ir a Moscou no carnaval, que cai no final de fevereiro.Voce,que pelo que percebi, foi no inverno, acha que vale a pena?Digo,eu vou conhecer tudo?Todas as atrações turísticas?Da para andar nas ruas?E a ultima e mais importante pergunta, chove nessa época do ano?Muito grato pela atenção desde ja.

    • Oi, Maurício, tudo bem?! Fico feliz que você tenha gostado do texto 🙂

      Eu gostei muito, até porque nunca tinha visto neve e o clima da cidade nessa época fica ainda “de Natal”, com muitas luzes, rinque de patinação, uma feira na Praça Vermelha, muito legal.

      Dá pra fazer tudo sim, Maurício! Como lá neva seis meses todo ano, os prédios são todos aquecidos e os transportes muito bem conectados. Usei metrô direto. Claro, capriche nos casacos porque na rua é frio, te sugiro comprar na sessão de esportes de neve da Decathlon (tem no site também).

      Quase não choveu e peguei uma tempestade de neve só. Pelo site http://www.cabostral.com/clima-russia.php, parece que é um dos meses que menos chove.

      Enfim, dou a maior força! Depois conta pra gente, tá?

      Abraços!!

  5. Bem, estive em Moscou em Maio deste ano. Um sol danado pois não sou louco de ir a Moscou no inverno! A cidade me impressionou muito! Muito limpa, muito bem cuidada, uma população educada e tranquila. Fiquei em Moscou por oito dias e deu para conhecer bem a cidade pois bati perna! Impressiona o cuidado das coisas e principalmente carrões por toda a cidade. Os parques lindíssimos, como o parque Gorki e super bem cuidado. Lá sente-se que o governo cuida do povo e das pessoas, por isso o apoio de Putin. Um exemplo as passagens subterrâneas que ligam os dois lados de imensas avenidas, todas limpas, sem mendigos ou pichações. Aqui, todas estariam ocupadas por população de rua, tudo defecado e pichado. Qdo vamos nestes países, envergonha ser brasileiro. Nosso país é um lixo! Qdo vejo a total degradação do Rio de Janeiro, degradação em todos os sentidos, o estado depauperado da população, uma cidade onde nada funciona! Lá, embora tenha havido socialismo por décadas, hoje a Russia é capitalista se percebe que o estado lá propiciou algo para as pessoas. Aqui 13 anos de PT e o país parece uma latrina! Já estive em Istambul/Turquia, cidade diferente de Moscou, mas há anos-luz da nossa terrível realidade. Istambul e Moscou são cidades das maiores do planeta, mas posso garantir em ambos os países, as populações possuem o mínimo de dignidade e possuem padrão de vida muito, mas muito superior, ao miserável padrão brasileiro, infelizmente. Beijos para todos e todas!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor escreva o seu comentário! :)
Por favor escreva seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.