No segundo dia do tour, tirando a Árbol de Piedra, as paradas são quase todas nos lagos coloridos, como eles chamam… A primeira foi onde almoçamos, há alguns posts atrás, e que honestamente não lembro o nome…

São lagos um pouco distantes entre si, e cujo nome corresponde à cor predominante: Laguna verde, Laguna Colorada… O que dá a tonalidade à água são os tipos de algas e planctons existentes em grande quantidade, azuis e vermelhos. Esta por exemplo, é a Laguna Colorada.

É também a quantidade de algas e plântons que atrai uma grande quantidade de flamingos…

… que ficam reunidos tranquilamente ao redor das lagoas buscando alimentos.

 

Particularmente, achei o primeiro dia bem legal, devido ao cemitérios dos trens e ao Salar em si, que é fantástico… Este segundo dia, apesar das paisagens fantásticas (planícies a perder de vista, lagoas lindas e vários picos nevados) achei um pouco cansativa. Primeiro em razão da altitude em si, que aí beirava os 4800 metros e tornava difícil qualquer caminhada, além da dor de cabeça que estava matando…

 

2o. Pernoite: Foi feito em um abrigo próximo à Laguna Colorada, próprio para receber visitantes. Antes de entrar neste abrigo, é preciso entrar numa espécie de parque florestal – e pagar uma taxa simbólica para isso.

 

O pernoite é bem humilde mesmo, mais ainda do que em San Juan del Rosario: não havia chuveiro para banho, o toalete ficava numa casinha na parte externa do abrigo (num frio de cinco graus, portanto) e cuja porta consistia dessas mini cortininhas de box. O quarto é coletivo (homens e mulheres, incluindo a menina inglesa que tinha passado os 3 dias sem tomar banho nem trocar de roupa).

Foi o único dia em que tivemos um jantar diferente (macarrão) e o tiozinho até ofereceu uma garrafa de vinho – sangue de boi toda a vida, mas que nos permitiu o glamour de um brinde ao jantar no meio do deserto.

As luzes se apagam às 21 horas e, devo dizer, foi uma das piores noites da minha vida. Não tenho problemas de coração, mas a gente dormia com uma taquicardia enorme (o coração batendo feito um louco para manter a oxigenação do corpo por causa da altitude). Muita gente passava mal e a dor de cabeça não deu folga. Por isso, repito: não deixem de comprar Soroche Pills e folhas de coca quando forem para lá…

Comments

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Clarissa Donda
Sou jornalista e escritora. Eu criei esse blog como um hobby: a idéia era escrever sobre minhas viagens para não morrer de tédio durante a recuperação de um acidente de carro. Acabou que tanto o blog quanto as viagens mudaram a minha vida (várias vezes, aliás). Por isso, hoje eu escrevo para ajudar outras pessoas a encontrarem as viagens que vão inspirar elas também.

2 COMENTÁRIOS

    • Oi, Juliana!
      Pelo contrário, gostei bastante desse passeio. A grande questão que os posts sobre o lugar colocam (e não é uma reclamação, é um relato da experiência) é o mal-estar causado pela altitude (e no meu caso foi bem forte, pois fiz a subida sem tempo de adaptação) e não pela comida e o lugar em si. Até porque, o jantar em pleno desertão foi uma experiência única, e não troco isso por spa nenhum.
      Um abraço!

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