Tem gente que vai para Paris e volta apaixonada pela França toda. Tem gente que vai apaixonada para a França e troca de amores – esquece o amor do momento para amar Paris para sempre.

Aliás, em se falando de Paris, tem de tudo. Até quem não cai de amores pela cidade luz à primeira vista.

Esse, por exemplo, foi o meu caso. Mas não que tenha sido culpa da capital francesa – era meu momento pessoal, que tava tão cinza, frio e chuvoso quanto o inverno que fazia naquele fevereiro quando eu fui para lá.

Mas como sempre teremos Paris, não é problema – tá aqui marcada na minha “to do list” uma volta à cidade para uma nova apresentação, um “tentar de novo” com cabeça mais leve e coração feliz. 🙂

Só que, por outro lado, meu coração bateu de cara pela França sim, mas em outro lugar: lá no norte, na Bretanha enrolarada e cheia de praias que eu conheci ano passado. O tempo ajudou: era um agosto quente e de céu límpido. E era França, e era calmo, e era lindo. Eu estava passando uma semana com a família do meu namorado, que morava numa casa bem gostosa na região. Casa mesmo – do tipo que a gente bota a mesa do almoço debaixo da sombra da árvore, começa a refeição com a salada colhida da horta e termina com os queijos e presuntos do charmoso mercadinho da região. Harmonizando com um bom vinho, claro. 🙂

Com uma base privilegiada dessas, resolvemos um dia fazer um tour de carro pela Bretanha. O objetivo era conhecer as praias da região – e é esse o roteiro que eu compartilho com vocês neste post, do mesmo jeito que eu fiz: com as dicas gerais do passeio, mas um pouco de liberdade e improviso que um passeio de carro pede e que a região é tudo de bom na hora de oferecer.

Curtiu? Então vamos lá!

Nossa ideia de roteiro

Tínhamos pensado num roteiro que durasse por um dia, que era o tempo que tínhamos disponível com o carro. Por isso, começamos o nosso tour pela cidade de Saint-Malo. Mais exatamente, do porto onde chegam as ferries da Brittany Ferries, que fazem a viagem entre o sul da Inglaterra com o norte da França.

Saint Malo França 17

E terminaríamos já na Normandia, mais especificamente aos pés do Monte Saint Michel. Chave de ouro para um passeio, né? 🙂

Monte Saint Michel 6

O bom de fazer o roteiro começando ou terminando em Saint Malo é que é lá uma boa base para começar a desvendar a Bretanha – seja porque você está se hospedando por ali mesmo ou porque pensa em chegar ou sair da França pelas ferries para a Inglaterra. Então você pode chegar pela Inglaterra de carro, fazer a travessia e já começar o roteiro neste sentido, ou vir de Mont Saint Michel em direção à Saint-Malo, e se hospedar por lá ou pegar lá a ferry para a Inglaterra.

Só um detalhe para quem vem de carro: dependendo de onde você está alugando seu carro (se da França ou da Inglaterra), fique ligado que na Inglaterra os carros tem o volante na direita, mas na França a direção é a que a gente conhece. Então você pode até conseguir dirigir na França do lado direito e vice-versa, mas tem que ter o dobro de atenção na hora das regras do trânsito.

Essa “voltinha” dá para ser feita em um dia, sem correrias e com direito à várias paradas para aproveitar o dia, especialmente se você começar seu dia cedo. E a Bretanha vale a pena – é uma das regiões mais bonitas e cheias de praias da França, e fica ainda mais especial no verão. Morri por dentro quando soube do montão de gente que viaja a Mont Saint Michel (já na Normandia) e faz um bate-e-volta de Paris, sem nem explorar um pouco a belezura da região ali pertinho. Dá até dó. 🙁

As Marés das praias da Bretanha

As estradas francesas são ótimas para se dirigir, super bem sinalizadas – mas por isso mesmo são uma tentação para se pisar fundo no freio. Por isso, fique atento ao limite de velocidade anunciado nas plaquinhas: em geral são 30km/h no centro das pequenas cidadezinhas, 50km/h dentro do perímetro das cidades (tem sempre placas marcando onde começa e onde termina) e 90km/h na estrada.

Esse foi o roteiro que fizemos, no mapa aqui embaixo: na prática, esse roteiro de carro leva uma hora e 40 minutos, se colocar no Google, mas por isso mesmo que ele é interessante: ao longo desse caminho tem vários pontos bem bacanas para parar, curtir uma praia, uma caminhada ou um daqueles cafés bem gostosos franceses, sem contar a visita a Mont Saint Michel, que merece ser feita sem pressa nenhuma. 🙂

Como fizemos esse passeio no final de agosto e auge do verão, conseguimos pegar um tempo ótimo e dias compridos – mas mesmo assim eu recomendo ir com tempo, para você aproveitar bem e parar quantas vezes quiser – especialmente nas praias, que são muito frias mesmo no verão – para nossos padrões brasileiros! – mas são lindas de se ver! 🙂

Se você topar seguir o roteiro ali em cima, vai passar em alguns lugares que merecem uma paradinha, como Saint-Malo,  as praias recortadas do norte da Bretanha, o Point du Grouin, fora algumas cidadezinhas lindas pelo caminho. 🙂

Mas uma coisa é importante avisar: nesse roteiro de carro, eu até tinha um GPS comigo, mas deixei ele de lado e usei o mapa. Porque? Porque o caminho que ele me apontava insistia em me levar direto para Cancale, uma cidadezinha do outro lado da “ponta” da Bretanha – um caminho que até é mais rápido, mas que se eu fosse por ele, eu perdia o litoral recortado que, segundo as dicas de um amigo inglês cuja família tinha casa na região por anos, era onde estavam as praias mais bonitas!

E para explicar para vocês como ele me explicou, fiz esse mapinha com anotações aqui! 🙂

Mapa do roteiro de carro

Como o mapa está pequeno, segue as “legendas”: 🙂

Lugar fofo: Dinard (à esquerda de Saint Malo e, apesar de não termos passado por lá, ficou o aviso de que é uma região muito bonita), Pontorson (uma cidade pequena e simpática, fofinha para tirar fotos) e Beauvoir Manche (quase já no Mont Saint Michel, dá até para ver o contorno do castelo no horizonte à distância. É uma boa pedida parar lá para comer – fizemos isso e tinha muitos restaurantes pequenininhos e simpáticos servindo crepe, mexilhões, torta de limão e outras delícias).

Must go: Saint Malo (vou até fazer um post sobre ele, mas enquanto isso, bota ele lá no seu roteiro já que vale a pena começar de lá) e Mont Saint Michel (porque depois da Torre Eiffel, é a atração mais popular e impressionante da França – e cá entre nós, na minha opinião ele bate a Torre fácil!).

Lugar lindo: Point du Grouin.

Eu não fui a Dinard, mas como é tudo tão pertinho, você pode pensar em voltar só um pouquinho na costa francesa e começar seu roteiro por lá. Eu só comecei por Saint Malo por causa das ferries – e ganhei um bom motivo para voltar lá.

Começando o roteiro por Saint Malo

Saint Malo é uma cidade toda fortificada, já que era extremamente estratégica para guardar a entrada ao mar da França -e  foi muito famosa na história devido à pirataria.

Só que hoje é uma delícia para você conhecer: cheia de lojinhas fofas, restaurantes bacanas – dizem que é uma das cidades tem a maior concentração de restaurantes da Europa – e é super famosa pelos mexilhões e ostras, super populares na região.

Saint Malo França 7

Saint Malo França 11

Estive duas vezes na cidade, as duas pela manhã cedinho antes mesmo das lojas abrirem. Ver a cidade lentamente acordar é bem bacana.

Dica práticas: Estacione seu carro no estacionamento das ferries (nunca tem problema de vaga por lá) e vá caminhando até a parte fortificada da cidade. É uma caminhada agradável e bonita, se feita pelos paredões.

Saint MAlo França 2

Comida: Se você estiver de manhã por lá, como eu estava, aproveite as padarias charmosas, cheias de pain au chocolat e outros doces deliciosos. Se estiver pro lá na hora do almoço ou jantar, não deixe de conferir os restaurantes de frutos do mar.

Mas se você quiser uma experiência bem, digamos, inusitada, vá visitar o café das bonecas: são quase 3.000 bonecas antigas decorando o Le Cafe du Coin, em Saint Malo (Rue Saint Barbe, 3). É uma sensação assustadora tomar café com mil olhos de bonecas olhando para você! #meda

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Para quem pensa em se hospedar dentro dos paredões de Saint Malo:

Ibis Styles: Uma versão estilosa e gracinha do Ibis que fica bem dentro dos muros da cidade histórica de Saint-Malo (tem uma cafeteria deliciosa ali bem pertinho). Charme puro. Faça a reserva aqui.

Hôtel du Louvre: Lindinho e super charmoso, também dentro dos muros da cidade. Quem se hospeda lá tem desconto no estacionamento do carro. Faça a reserva aqui. 

Quic en Groigne: Também na parte histórica dos muros, tem um charme que é o terraço, com teto de vidro, onde é servido o café da manhã. Bem central e silencioso. Faça a reserva aqui.

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Seguindo de carro para as praias

Um aviso: é nessa parte que estão as praias mais bonitas (e sim, são todas frias para os nossos padrões, mas vale muito a pena a visita. 🙂

Isso porque o litoral recortado da Bretanha logo acima de Saint Malo recebe o nome de “Côte d’Émeraude”, ou “Costa de Esmeralda”, por causa da bela cor verde do mar na região. 🙂

Praias ao norte de Rotheneuf 2

Na verdade, a Costa da Esmeralda propriamente dita começa muito antes, no chamado Cabo Fréhel, e vai até Cancale, onde passamos de carro no mapa. Então, se você quiser percorrer a costa muito além de Saint Malo – e como tudo na prática é bem pertinho – você pode pegar a direção de Dinard e ir seguindo para o oeste – tem muita praia e castelo bonito pelo lado de lá.

Mas voltando ao nosso roteiro… Aqui que começa a hora boa de você desligar o GPS, para não ir direto a Cancale e perder a costa bonita. Uma dica: saindo de Saint Malo, pegue a estrada e siga o caminho para Rotheneuf primeiro (estará indicado pelas plaquinhas ou pelo mapa).

Primeiro, porque Rotheneuf é uma gracinha de cidade – e super gostosa para quem quiser se hospedar por aqui.

Rotheneuf França

Segundo, que por lá você pode começar a desbravar as praias da região – tanto de carro como a pé. Se você gosta de trilhas, tem boas caminhadas até o Pointe de la Varde.

Importante: a partir de Rotheneuf, a dica é se ligar menos no mapa e se permitir “perder-se” um pouquinho por aí – de preferência sempre pegando o caminho mais perto do mar (ou, como eu fazia, sempre seguindo as setas de “Plage”).

Afinal, convenhamos, na França ninguém se perde, porque tudo é lindo e é novidade. Pelo contrário, a gente até se encontra, se descobre e não quer mais voltar de jeito nenhum. 🙂

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Para quem pensa em se hospedar em Rotheneuf:

Villa Esprit de Famille: Hospedagem super charmosa, bem no centrinho charmoso de Rotheneuf e a 200 metros da praia. E das opções nos arredores, foi a mais em conta.

Les Appartements de la Ville: Quartos sozinhos ou com terraço incluído. Também perto da praia (mas eu gostei mais do Villa).

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Pois é… eu fui fazendo isso por toda a manhã. Dirigindo, parando em cada praia e ficando por ali por uma meia hora, uma hora… Era verão e um dia ensolaradíssimo, e por fazer isso, eu acabei não anotando os nomes de todas as praias porque passamos (não sei se todas tinham nome, para dizer a verdade… em algumas eu não via nenhuma placa).

Praias e Marés na Bretanha

Mas é um passeio seguro, acreditem – mesmo quando a gente se via sozinha pela praia. É a oportunidade de tirar belas fotos! 🙂

Barcos encalhados 1

Nessa região da Bretanha e até o Mont Saint Michel, as marés que controlam como será o seu passeio e como será o tamanho da sua praia. Por isso, em algumas das áreas em que estávamos, a praia tem uma aparência meio lamacenta, úmida – mas não deixava de ser bonita. E nelas víamos muitos barcos, bem novinhos, totalmente de fora da água – só esperando a maré subir de novo.

Barcos encalhados

E a maré subia muito rápido… Nesta praia das fotos – a primeira em que paramos saindo de Rotheneuf – bastou 20 minutos para tirarmos essas fotos que vocês viram – com a água lá atrás – para a maré já começar a alcançar os nossos pés e fechar o caminho até o carro.

Sim, sempre tem onde parar o carro em segurança da maré… mas fica o aviso para as caminhadas longas – certifique-se se tem um caminho alto para você retornar!

França Bretanha
É possível ver até onde a água chega com a maré alta através da mancha na pedra. A passagem que tem até a cada no alto desse monte desaparece, e a casa vira uma ilha.

Aliás, aqui é a maré que dita muito sobre como você vai ver as praias na Bretanha… Se serão aquelas longas praias com o mar lá longe ou se será uma faixa de nada de areia… De qualquer modo, ambas tem lá sua beleza!

Em alguns casos, as praias ficam escondidinhas – o litoral da Bretanha não é tão badalado e cheio quanto o de Nice, mas tem um quê de tranquilidade e pura natureza que é delicioso. Se você estiver o carro e sempre seguindo as setas “Plage”, pode avistá-las da estrada. E aí é decidir se vai parar ou não! 🙂

Praias ao norte de Rotheneuf

Praias ao norte de Rotheneuf 3
Outra praia que paramos e que eu não sei o nome… linda e deserta só para a gente! 🙂

Um aviso: como vocês repararam, as praias são desertas, e mesmo que não fossem, não é comum na Europa a mesma cultura que temos de ter vendedores e lojinhas vendendo comida a todo momento na praia. Por isso, considere parar naquelas padarias e mercadinhos franceses charmosérrimos (olha que sacrifício! 🙂 ) e comprar ali algumas delicinhas para comer pelo caminho – sem esquecer, claro, de levar o seu lixo quando deixar a praia.

Ou, melhor ainda, segure a fome e siga para o Pointe du Groin, região linda de morrer! 🙂

Point du Grouin vista

Como o nome diz, Point du Groin é uma “ponta”, e teve uma importância estratégica enorme para o controle de barcos (e até na guerra, para fazer o controle de possíveis ataques). Hoje é uma região bonita para dedéu, coberta de vegetação e com ilhas de rocha escarpadas onde vivem diversas espécies de aves.

Merece muito uma parada para caminhar e ver a paisagem! 🙂

Point du Grouin

Parar o carro ali é meio disputado: lembro que eu fui a última vaga num estacionamento improvisado, e que muitos tinham que seguir mais adiante para poder voltar a pé – isso num dia de alta temporada e férias, não sei se normalmente a coisa é assim. Mas vale a pena: até a trilha para chegar lá a pé é curtinha e agradável.

Point du Grouin2
Para quem pensa em se hospedar ou almoçar em Pointe du Grouin:

Lá também tem um hotel charmosíssimo, o Hôtel Pointe du Grouin, com vista para a praia (uma pedida super romântica e não achei os preços absurdos) e também tem o restaurante do hotel de mesmo nome, que é aberto ao público e atende aos visitantes – estava, inclusive, bem disputado quando chegamos. Não cheguei a comer lá – parei para comprar bebidas apenas – mas o cardápio me parecia interessante, com o forte em frutos do mar. Super cai bem, com aquela vista!

Trilhas point du Grouin 2
Aqui, arrisque-se para uma pequena caminhada, que nem chega a ser uma trilha. É lindo mesmo!

Descendo em direção a Mont Saint Michel

Descendo de carro de Pointe du Groin a gente passa por Cancale e segue direto, boa parte pela orla, até a cidade de Pontorson – tem bastante placa avisando o caminho.

Nesse trecho passamos por um monte de praias, que na verdade estão longe e encher os olhos – comparadas com as praias de cima, em que o litoral recortado deixa as praias menores e mais exuberantes, esse caminho chega a ser até meio tedioso, porque é basicamente uma linha reta. Aqui, o que me chamava mais a atenção eram as vilas (com charmosas casas de crepe ou outras) do que as praias em si – a maioria, inclusive, distantes por causa da maré baixa, e a areia me parecia meio estranha. Sei lá, não curti. 😐

Então, nem tenho fotos desse trecho – não me inspirou dar uma parada – mas se você tiver parado ou pensa em conhecer melhor a região, me conta como é? 🙂

Ou seja, segui direto para Pontorson e de lá, rumo a Mont Saint Michel! 🙂

Ah, importante: dirigindo por essas praias e com o dia claro, dá até para ver os contornos do Mont Saint Michel lá de longe, só para aumentar sua curiosidade. Por isso que acabei nem me empolgando muito para esticar mais por lá!

Mont-Saint Michel e ceu

Pontorson é uma cidade pequenininha e simpática, já na região da Normandia, e fica já bem perto de Mont Saint Michel. Para quem quer ficar perto do Monte mas não pensa em se hospedar por lá, Pontorson é uma boa pedida, assim como a simpática e pequeniníssima Beauvoir Manche, já na estrada reta para Mont Saint Michel (dá para ver ele de lá) e que é cheia de cafés e restaurantes simpatiquinhos.

Bretanha
Um dos cantinhos  fofos de Beauvoir Manche.

Paramos em Beauvoir para comer – tínhamos receio que as coisas eram muito mais caras em Mont Saint Michel, então não custava nada garantir. A verdade é que Mont Saint Michel também tem lá suas opções mais salgadas (dizem que o omelete mais caro do mundo é o do restaurante Mère Poulard, mas tem várias outras opções do que se comer). A verdade é que era um dia lindo, lindo, lindo de verão, e Beauvoir era um charme e vazia para se comer, com boas opções de pequenos bistrôs e lojinhas menores onde vendiam cidra, mexilhões, as deliciosas “tarte au citron” (torta de limão) tão gostosas e famosas na França… e com poucas pessoas, sem aquele estresse de restaurantes cheios. E eu digo isso porque saímos de lá em direção a Mont Saint Michel, que é lindo de morrer, mas que estava bem cheio de turistas no verão. Pelo menos no dia em que fomos, não teve quase nenhum restaurante por onde passamos em que não estivesse cheio.

Claro, vale a experiência de comer em Mont Saint Michel sim, especialmente se for um restaurante com vista (como o que pegamos, depois, para um lanche). Mas fica aí uma outra opção para quem quiser comer com mais tranquilidade!

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Para quem pensa em se hospedar em Mont Saint Michel ou nos arredores, tem alguns detalhes sobre onde (e, mais importante, quanto) estão algumas das melhores opções!

Para quem quer se hospedar dentro de Mont Saint Michel: É a chance de você desfrutar de um lugar medieval à noite, sem a horda de turistas disputando o espaço e com a chance de poder passear e conhecer cada viela. Não fiz isso (ainda) mas voltei aguada de vontade – todo mundo que conversou comigo me contou que a experiência é única. Só fique ligado que, comparativamente às outras opções, as diárias são mais salgadas e são poucas unidades que precisam ser reservadas com antecedência. Então, quando você programar sua viagem, já faça logo as reservas para não correr o risco de ficar sem lugar!

Le Mouton Blanc: Fica aos pés do mosteiro. O hotel é simples, mas confortável.

Auberge Saint Pierre: O nome é albergue, mas não espere preços de albergues. É confortável e tem vista tanto para o mar quanto para a Abadia.

La Mére Poulard: O mais clássico da região, cujos restaurantes fazem doces e delícias super famosas no mundo inteiro – aqui é onde rola o tal do omelete mundialmente famoso que eu falei, e que você pode pedir direto no restaurante. Os quartos tem vista para a baía ou para o mosteiro.

Les Terrasses Poulard: Tem uma vista maravilinda para a baía.

La Vieille Auberge: Esse eu não entrei no hotel, mas fiz o lanche da tarde no terraço deles, com uma vista linda. Se os quartos tiverem essa vibe, eu curti.

Para quem quer se hospedar o mais próximo possível mas com a vista para Mont Saint Michel:

Les Relais Saint Michel: Esse é super super de frente para a baía, com vistão para o Mont Saint Michel ali, muso, na sua frente. Estacionamento é a parte, e o Mont Saint Michel fica a 30 minutos a pé do seu hotel.

Hotel de La Digue: Também é outra opção bem de frente e com vista para Saint Michel. Não tem tantos elogios quanto o Les Relais, mas é mais em conta.

Mercure Saint Michel: Para quem gosta dos hotéis da cadeia Accor (tem os pontos de fidelidades deles que dá para usar), esse aqui é uma boa opção. Acho que não chega a ter vista de Saint Michel de todas as janelas do quarto, mas fica a mais ou menos meia hora de caminhada, e tem a qualidade padrão dos Mercures que conhecemos.

Hotel Vért e Hotel Le Saint Aubert: duas outras opções de hotéis próximas e também pertinho de Mont Saint Michel. O preço é em conta em ambas.

Para quem está de carro e quer se hospedar nos arredores, e bem pertinho: Aqui uma boa opção é Beauvoir Manche mesmo, que fica de dois a quatro quilômetros da vila, mais ou menos, e é uma boa opção também, especialmente porque a região é cheia de pequenos chalés charmosíssimos e ultra românticos. Muitos tem fazendas e criação de animais como ovelhas, pavões e patos, o que é bem legal para quem vai com crianças e pode sentir o gostinho de viver uns dias naquele ritmo manso de interior francês! 🙂

(PS: Aqui também estão algumas das opções que em geral são mais baratas – salvo, claro, quando os hotéis em Mont Saint Michel resolvem fazer ofertas especiais)

Gué de Beauvoir: Bangalôs charmosos para famílias de 4 pessoas. Tem bem cara de fazenda e fica a menos de 5km de Mont Saint Michel.

Le Beauvoir: Hotel charmoso e a opção mais barata (quando eu pesquisei) das proximidades. Fica na rua principal que leva a Mont Saint Michel (e que se não me engano, você pode ir tranquilamente de bicicleta). É o hotel da foto que eu tirei ali em cima!

Chambres d’hotes Les Epinettes: A opção mais baratinha da região. Charmoso, com cara de casa de vó que te recebe com bolo quentinho da casa. Tem uma lojinha linda de presentes e também fica a poucos quilômetros de Mont Saint Michel (dá para ir de bicicleta ou a pé, se vc curte uma caminhada).

Chambres d’Hôtes Les Vieilles Digues: Lindinho! Fica numa área cheia de verde e toda florida, com varandas e espreguiçadeiras. Jeitinho de propriedade familiar e super bem avaliado pelo atendimento. Estacionamento é gratuito e o preço super em conta.

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Bom, e aí, chegamos a Mont Saint Michel, fim do nosso tour de carro. Mas sobre lá, eu conto em outro post só sobre ele, porque merece, né? 🙂

Informações técnicas:

Aluguel de carro: Você pode alugar seu carro partindo de Saint-Malo, próximo ao porto das ferries. Veja neste link boas ofertas da Rental Cars com retirada lá.] Licença para dirigir: O limite mínimo de idade para alugar um carro na França varia de 21 a 25 anose  você pode apresentar sua carteira original de motorista. Se você for parado na estrada e tiver que mostrar os documentos, é preciso ter em mãos a carteira de motorista original válida e o documento do carro em ordem.

Limites de Velocidade: As estradas francesas são ótimas para se dirigir, super bem sinalizadas – mas por isso mesmo são uma tentação para se pisar fundo no freio. Por isso, fique atento ao limite de velocidade anunciado nas plaquinha; mas quando não tem plaquinha avisando, em geral são 30km/h no centro das pequenas cidadezinhas, 50km/h dentro do perímetro das cidades (tem sempre placas marcando onde começa e onde termina) e 90km/h na estrada (pelo menos, foi essa a orientação que eu recebi de uma francesa que morava por lá).

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Clarissa Donda
Sou jornalista e escritora. Eu criei esse blog como um hobby: a idéia era escrever sobre minhas viagens para não morrer de tédio durante a recuperação de um acidente de carro. Acabou que tanto o blog quanto as viagens mudaram a minha vida (várias vezes, aliás). Por isso, hoje eu escrevo para ajudar outras pessoas a encontrarem as viagens que vão inspirar elas também.

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