
Emancipada há 165 anos, a cidade de pouco mais de 25 mil habitantes tem seu conjunto arquitetônico e paisagístico tombado pelo IPHAN, e respira orgulhosamente sua história – principalmente depois que um projeto de revitalização dos três museus locais, agregado a oficinas de capacitação de monitores e restauradores, recebeu patrocínio.

Do outro lado da rua, as obras do Museu Regional de Areia estão nas últimas etapas – as novas instalações deverão ser inauguradas antes do final deste ano. O acervo do museu está atualmente numa das salas da paróquia, que é vizinha à nova construção, e inclui de manuscritos originais de Pedro Américo a fósseis, pinturas, relíquias diversas e até um berço que pertenceu ao abolicionista Manuel da Silva.
No campus da Universidade Federal da Paraíba fica o terceiro dos museus da cidade: o Museu do Brejo Paraibano ou Museu da Rapadura, composto de casa-grande e engenho, também recuperados recentemente. Lá, se pode fazer uma viagem no tempo, aprendendo sobre os costumes da época de ouro do ciclo da cana e o modo de produção da rapadura e da cachaça – viagem ilustrada pelos objetos daquele tempo e embalada pelas histórias dos monitores.


Completou o meu circuito histórico o Theatro Minerva, o primeiro da Paraíba, fundado em 1859 por moradores da cidade (daí sua denominação de teatro “particular”, já que sua construção não teve a participação do poder público). Mas, anote: o passeio em Areia só fica completo batendo papo com os simpáticos moradores e ouvindo os “causos” de antigamente…

- Em julho, acontece o “Festival Cultural Caminhos do Inverno”, que envolve Areia e outros municípios da região do Brejo Paraibano. Inclui um Festival Gastronômico, oficinas e apresentações de dança, música e teatro.
- Um passeio que pode ser feito todos os anos a partir de agosto é o circuito dos engenhos. Nessa época, os engenhos da região começam a moer cana – e os turistas podem acompanhar a produção de cachaça e rapadura. Há engenhos que modernizaram os processos, e outros que mantêm até hoje a produção artesanal.
- Em setembro, acontece o Areia Fest – Festival Brasileiro da Cachaça e da Rapadura. O festival tem palestras técnicas para produtores e empresários do segmento, além de shows musicais, degustações etc.
COMPRAS: Além dos clássicos “souvenires” gastronômicos – a cachaça e a rapadura – Areia também tem um belo artesanato. A lojinha Salilah, ao lado do museu Pedro Américo, tem peças lindas e delicadas, a um preço ótimo. Adorei!
ONDE FICAR: Fiquei na Pousada Vila Real e gostei bastante. Localizada na rua principal, tem uma decoração regional linda e quartos confortáveis com enxoval de algodão colorido (minha única ressalva é o fato de não haver cobertores para os hóspedes, apenas colchas: em uma cidade que esfria bem no inverno, é um item necessário). O restaurante da pousada é ótimo, tem um cardápio caprichado com diversas opções, além de pratos regionais. Como sobremesa, recomendo a deliciosa “cartola”: feita com camadas de banana quente, queijo coalho, canela, mel de engenho e acompanhada por sorvete de rapadura (R$ 6,00 !!!). Embora eu prefira a versão com queijo manteiga, a de queijo coalho também é de se comer rezando…

COMER: Para um almoço barato e “com sustança”, o restaurante a quilo “Cachaçaria Vila Real” pode ser uma boa pedida. O local é bem simples, e a comida é regional, caseira e saborosa. De lá, também se tem uma bela vista do vale.
COMO CHEGAR: O aeroporto de Campina Grande (a cerca de 40 km) é o mais próximo, porém pode ter restrições de pouso devido a condições meteorológicas. Se você for no inverno, época em que chove muito na região, talvez seja mais aconselhável chegar pelo aeroporto de João Pessoa. Embora seja mais distante (cerca de 120 km), o pouso é certo.
Quando voltar a visitar a cidade de Areia/PB, pode entrar em contato comigo, pois eu sou guia turístico, facilitando assim um grande aproveitamento em visitar todos os pontos turísticos e engenhos. Agradeço desde já.
Olá
Em Areia, onde encontro um hotel-fazenda ou pousada com campo de futebol?
Contatos: (83)9317-9356.
E-mail: lricardos94@hotmail.com
Twitter: @Lrs_ricardo
Areia/PB
olá, achei muito interesante a reportagem, mas as placas que constam na foto são do Artesanato “A Talha” e nao da lojinha Salilah e fica em frente à casa Pedro Américo. Josineide da Silva Costa e glauco Vlademir Meira Costa, proprietarios. Agradecemos sua compreenção.
Olá,
Estarei indo a Areia a turismo nos próximos dias e por isso estava buscando informações na net. Gostei muito do artigo. Só queria fazer algumas correções que creio que sejam necessarias. Primeiro: o nome da cidade é Areia, no singular, diferente de como foi escrito algumas vezes. Segundo: o nome do evento é Caminhos do Frio, e não caminhos do inverno.