Sabe quando você está andando em um supermercado, num shopping ou até num evento, e de repente encontra com algumas pessoas fazendo a degustação de alguma comida ou bebida? Tipo, é sempre uma porçãozinha pequena, na medida exata para a gente tirar uma casquinha e, se rolar um amor de cara, já sair procurando onde tem o produto de verdade para levar para casa.

Pois é: foi assim que eu fiquei me sentido depois de assistir o Ano Novo Chinês, na festa que aconteceu em Londres, nesse fim de semana dos dias 21 e 22 de fevereiro.

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Explicando: de acordo com a cultura chinesa, o Ano Novo deles não coincide com o nosso – como ele acompanha o calendário lunar, e há uma diferença de dias entre um ano e outro, mas geralmente a data cai nos meses de janeiro e fevereiro. E nesse ano, o Ano Novo Chinês foi no dia 19 de fevereiro.

Só que festa boa é aquela que demora dias para acabar, e em geral as comemorações do Ano Novo Chinês duram até 4 dias – a festança maior costuma ser no último dia, que foi dia 22, domingo.

E como uma das consequências de ter me mudado para Londres no ano passado foi estar perto de uma autêntica Chinatown, eu quis ver de perto como a comunidade chinesa de celebrava de verdade a festa. A celebração, claro, é pequena se comparada ao que deve rolar na China de verdade, mas eu já queria ter um gostinho.

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E já adianto uma coisa:  o efeito degustação deu resultado. Porque agora, se eu for para a China um dia, eu quero que seja no Ano Novo deles lá. Tô decidida.

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O que acontece no Ano Chinês em Londres?

Tudo acontece na parte central de Londres, perto da Trafalgar square, Leicester Square e Piccadilly Circus – epicentro turístico-comercial-luminoso da cidade.

É coisa grande: o Ano Novo Chinês é um dos maiores eventos ao ar livre realizados anualmente em Londres. Por isso, as celebrações acontecem espalhadas por essa área.

  • Trafalgar Square: um palco é montado em frente ao National Gallery, onde são apresentadas danças, discursos, apresentações e música e tal (é gratuito).
  • Chinatown: compreende principalmente as ruas em torno da Gerrard Street, onde tem o pórtico chinês e tudo, é onde estão os principais restaurantes chineses (e basta caminhar pela rua para sentir o cheiro forte da comida). É a boa pedida para se comer uma boa comida chinesa.
  • Por fim, a Leiscester Square (pronuncia-se “Léss-ter”. É, é estranho, eu sei!) tem alguns stands montados com produtos chineses à venda (dizem que você tem que comprar algo vermelho e dourado no dia de Ano Novo que é para trazer sorte!).

Todos esses três pontos (Leicester Square, Trafalgar Square e Chinatown) ficam pertinho uma da outra, a distâncias perfeitamente andáveis. Dá para ir e sair de metrô tranquilamente (explico como fazer mais ao fim do post) e é tudo de graça (exceto os restaurantes e lojinhas, claro!).

Fora isso, tem um monte de coisas acontecendo em vários locais em Londres, com exposições e apresentações – algumas pagas e outras não – pela cidade. Você acha a programação completa aqui no site da Chinatown (em inglês e atualizada todos os anos).

Mas o bafafá mesmo acontece aqui, de graça e na rua. 🙂

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E particularmente, o que eu gostei mais mesmo foi do desfile, que acontece no último dia das comemorações, de manhã, às 9:00 da matina. Se você não quiser assistir ao resto das celebrações (que, particularmente, eu achei cansativas porque começou a encher demais na parte da tarde), tente ir pelo menos nessa. Vale a pena!

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Esse é o roteiro que eles fazem: os participantes se concentram numa rua lateral à praça Trafalgar Square, sobem a Charing Cross Road – é um bom trecho de caminhada, não se esqueça de ir com sapatos bem confortáveis) e vira na Shaftesbury Avenue, acabando próximo ao acesso às ruazinhas de Chinatown mesmo.

O desfile

O desfile do Ano Novo Chinês me lembrou muito um bloco de carnaval – mas talvez porque eu que fiquei correndo de um lado para o outro tentando acompanhar o desfile até achar um lugar para poder tirar essas fotos todas.

Mas a ideia é parecida: a parada e os participantes se concentram numa ruazinha próxima à Trafalgar Square enquanto as ruas são liberadas para a passagem, e o público (enorme) assiste das calçadas.

Tem tambores, tem carros alegóricos, tem gente tem fantasiada – tem um pouco de tudo o que acontece em toda a cidade que celebra o Ano Novo Chinês. É de uma riqueza de cores e detalhes enorme!

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São vários blocos seguindo, e cada um com um significado. A festa é dos chineses, mas não são só eles que participam: alunos de academias orientais de dança e luta se apresentam também. A medida que o desfile vai passando, a gente tem a chance de assistir a vários números.

Mas quem abre o desfile e faz as honras é mesmo o dragão chinês. Um espetáculo de dança, coreografia e cores muito bonito!

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Em seguida, outro dragão, só que montado por dois artistas, que dançam, fazem piruetas e malabarismos – tudo bem ensaiado com a fantasia!

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Alunos de diferentes escolas de danças e de luta faziam seus números também… um atrás do outro! 🙂

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Esse grupo de chinesinhos cantando, então, foram meus preferidos! Umas fofuras! 🙂

Ah, estavam lá presentes os animais dos signos chineses. Com destaque para a dona do ano de 2015, a cabra.

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Ah, e muitos sorrisos: eles estavam lá, o tempo todo, fazendo o desfile mais bonito! 🙂

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Tem como não amar? <3

Esse tiozinho aqui debaixo foi um dos números que mais chamou a atenção do público. Primeiro ele começa a se apresentar assim, com essa máscara verde…

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E aí, de repente, com um rápido movimento do braço, a máscara muda! Bem legal!

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 Ah, tinha carros alegóricos, também. Aliás, se tem uma coisa que o Ano Novo Chinês é, é colorido.

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Super colorido, aliás…

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Dicas espertas se você for curtir o Ano Novo Chinês em Londres (ou “o que eu faria da próxima vez”)

1. Chegar cedo.

O desfile começou cedo (em torno de 9:00 da manhã) do último dia, no domingo – que geralmente é quando acontecem a maioria dos eventos do Ano Novo Chinês. E esse conselho não é só da boca para fora, é verdade!

Eu cheguei às 08:30, porque tinha combinado com um grupo de assistir e fotografar o desfile. Acabou que naquela coisa de se encontrar com o grupo, esperar quem chegou atrasado e ir até onde tudo começava… quando cheguei a maioria dos melhores locais para se ver estavam lotados.

Uma dica: Se você chegar cedo (08:30 foi um bom horário), você pode ir direto para a esquina da Trafalgar Square com a Duncannon Street – nesta última  é onde o desfile se concentra antes de começar, e já dá para tirar fotos bonitas.

 Ok, eu sei que é bem cedo e que você pode acabar ficando meio entediado de esperar a coisa começar…

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Mas vale a pena: você vai ter uma visão privilegiada da festa!

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2. Vá com um sapato confortável.

Sabe o mapinha que eu coloquei lá em cima explicando a rota por onde o desfile vai passar? Pois é: mesmo sendo perto, é uma boa caminhada, ainda mais considerando que o local estará cheio de gente e que você pode ficar um certo tempo parado e em pé, esperando o desfile (isso sem contar que você pode querer esticar pela Chinatown e pela Leicester Square).

Vai por mim: um tênis confortável é a melhor pedida (bônus se você tiver com meias quentinhas e se ele for resistente à água, para te salvar de uma chuva qualquer que venha a surgir!).

3. Escolha o seu lugar para tirar boas fotos (e fique nele).

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Aqui neste item eu me dei mal lindamente. Primeiro, porque fui com um grupo que demorou e eu perdi os melhores lugares. Segundo, porque como eu não sabia qual era a do desfile, quando eu vi qual eram os melhores lugares para ficar para tirar fotografia, já estavam todos lotados (daí a dica do “chegar cedo”: se eu tivesse chegado 08:30 tinha conseguido ver tudo na boa).

Mas vamos ao que interessa: sabe o melhor lugar para ficar? 🙂

Anote: é na esquina da Charing Cross Road com a Shaftesbury Avenue – olha o mapinha, de novo!

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Mais exatamente, é logo embaixo desse letreiro do teatro, onde está escrito “The Commitments” em vermelho – e coladinho na grade.

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E porque? Porque é nessa esquina que o desfile vira, e quando ele usa o espaço da curva para ficar mais tempo fazendo as apresentações. E todos os números são feitos voltados para a frente do teatro – porque é ali que ficam a maioria dos fotógrafos e imprensa que cobrem o desfile. Então, você tem quase o mesmo ângulo deles.

Eu fiquei na esquina, mas do lado oposto – ou seja, todo mundo se apresentava ou de lado, ou de costas para mim! 🙁

Lição aprendida para o ano que vem! 🙂

4. Prepare-se: vai ter muita gente.

Teve uma hora que me deu agonia. Tudo o que eu conseguia ver do desfile era isso: uma janelinha entre duas cabeças e dezenas de celulares.
Teve uma hora que me deu agonia. Tudo o que eu conseguia ver do desfile era isso: uma janelinha entre duas cabeças e dezenas de celulares.

Muita gente mesmo. E tem horas que isso é meio chato.

O desfile, por ser o mais legal, é também o mais cheio de gente – mas eu confesso para vocês que, indo cedo, dá para curtir mesmo com a muvuca (eu acho, por exemplo, os blocos do carnaval do Rio de Janeiro e Olinda ainda mais muvucados que aqui).

Só que a parte da manhã ainda é melhor que a da tarde – o horário do almoço é especialmente lotado, então se você não tiver reserva para essa hora do dia e tiver meio de saco cheio de muvuca, deixe para almoçar em outra parte da cidade.

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Chinatown na hora do almoço no Ano Novo Chinês. Molezinha #sqn

Ah, o que me lembra mais uma coisa: preste atenção se for com um grupo, com amigos: se perder ali é muito fácil – e se encontrar de novo depois, bem complicado. Sabe o grupo que eu falei que tinha marcado de me encontrar para fotografar e cheguei atrasada por causa deles? Pois é – me perdi deles nos primeiros 5 minutos de desfile – e não achei ninguém até hoje.

Importante: cuidado com seus pertences. Londres é uma cidade particularmente segura, mas como em todos os lugares com muita concentração de gente (e este definitivamente é o caso), costuma rolar casos de furto (os famosos “pickpockets”).

5. Os restaurantes de Chinatown são sempre uma boa opção de comida – mas vão estar lotadíssimos.

Particularmente, eu diria para vocês irem a Chinatown comer pelo menos um dia da sua viagem sim – faz parte da experiência e tem muito restaurante bom lá. Só que no Ano Novo Chinês é tudo absurdamente cheio (vide a foto da rua ali em cima). Por conta disso, boa parte dos restaurantes (os bons, principalmente) trabalham no sistema de reservas, que devem ser feitas com antecedência (e não pode chegar atrasado). Os que não trabalhavam, ficam lotados, lotados.

Não sei vocês, mas eu até encaro uma muvuca na rua, mas na hora de comer eu gosto de sossego, de uma mesa tranquila, de pouco barulho e sobretudo, uma refeição sem pressa.

Ou seja, particularmente, eu daria a dica de vocês fazerem a reserva em um restaurante ou deixarem para comer em Chinatown outro dia da viagem, fora do Ano Novo Chinês. Bem mais tranquilo!

6. Acabou o desfile e quer descansar um pouco pela área?

Em frente ao palco instalado na Trafalgar Square está a National Gallery (museu com obras de Monet, Caravaggio e Van Gogh, entre muitos outros) e a National Portrait Gallery (com muitos dos principais retratos dos nobres e príncipes da história inglesa). As duas ficam bastante cheias no fim de semana (a National Gallery mais ainda), mas quem quiser pode aproveitar o momento para conhecê-las (uma dica: a National Portrait Gallery é a que fica um pouco menos cheia, e às vezes a gente ainda chega a pegar umas alas vazias).

7. Vai com crianças pequenas para ver o desfile? Se eu fosse, eu colocaria elas no alto.

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Isso é uma opinião minha: se eu tivesse filhos pequenos e estivesse lá com eles, eu os levaria nos ombros. Acho que eles iam se divertir melhor e eu também ficaria mais tranquila.

Não, não tenho filhos. Mas fiquei pensando nisso quando aconteceu o seguinte episódio:

Eu estava tentando tirar fotos do desfile para o post, e comecei a andar paralelamente ao desfile, me adiantando bastante – a ideia era encontrar um trecho da rua bem adiante que estivesse mais vazio, e ali encontrar um espaço com uma visão melhor que me permitisse tirar as fotos quando o desfile chegasse. Quando achei que encontrei – era uma área da rua com vários grupos de pessoas dispersas – me instalei perto do meio fio da rua e fiquei. Foi aí que ouvi o seguinte comentário atrás de mim:

– Que tipo de gente é essa que chega e fica de pé na frente de uma criança?

Olhei para trás, surpresa. Tinha uma família a um metro atrás de mim, com dois filhos pequenos. Em minha defesa, eu não tinha visto eles.

Para evitar problemas – não estava afim de discutir – fui para o lado. Afinal, a mulher até tinha razão em um ponto: numa multidão, não raro a gente não vê as crianças pequenas (afinal, elas estão abaixo da nossa visão) e há quem fique propositadamente na frente delas esquecendo de respeitar o direito delas de ver o desfile também.

Contudo, acho que a mãe não tinha a necessidade de ser tão grossa. Mas fiquei pensando se valia a pena avisar a ela que, bem, eu podia até sair da frente, mas que de onde ela estava, dificilmente os filhos dela veriam qualquer coisa assim que o desfile (e a multidão que vinha com ele), chegassem. Que as pessoas vão ficar na frente deles – não só por falta de educação mas por falta de espaço. Que a área onde a gente estava era espremida. E que já que ela estava com o marido e as crianças eram pequenas (e pareciam leves), pensei: porque não colocar as crianças nos ombros, como faziam tantos pais que acompanhavam o desfile com suas proles – assim com tantos que eu já vi com seus filhos em blocos de carnaval no Brasil? Assim, as crianças veriam melhor, ficavam alegres e os pais também. Não ficava melhor para todo mundo?

Eu devo ter levado uns segundos pensando isso e cheguei a pensar em falar isso para ela – mas nem precisei: foi só o tempo de começar a ver a área em que eu estava começar a encher de gente e o barulho do tambor do desfile se aproximando. Mais segundos depois, e eu também perdi a mãe mau-humorada de vista no meio das pessoas.

Aos pais que estiverem assustados lendo isso: a multidão não era nada diferente do que seria um dos nossos blocos de carnaval, e ouso dizer que um dos mais tranquilinhos. Vi muita família, muita mesmo, que se divertiu. Ano Novo Chinês é festa de criança também.

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Mas de fato, ficar em um “gargalo” de gente como era o trecho que estávamos na hora e brigar com as pessoas que viessem a ficar na sua frente era, no mínimo, ineficaz. E estressante para a criança.

E nessas horas, com o desfile tão bonito rolando, eu queria ser mais alta para ver melhor. Então, se eu tivesse filhos pequenos, acho que simplificaria as coisas: ou chegava cedo e guardava um lugar bom, ou colocava eles nos meus ombros nos momentos mais críticos. Não é mais fácil fazer isso do que ficar se estressando?

Sei lá, fiquei pensando.

8. Se chover, use capa de chuva – guarda chuva não, por favor!

Eu tive a sorte de ver o desfile em um dia claro – a chuva só chegou horas depois, quando eu estava em casa. Mas se chover no dia, opte por um casaco impermeável com capuz ou uma capa de chuva. Ir de guarda-chuva numa multidão dessa é um estresse logístico (leia-se: um saco!) e você ainda deve levar várias olhadas raivosas pelo caminho.

9. Opção alternativa: viu o desfile, gostou, mas quer conhecer Chinatown sem essa lotação toda?

Vá de noite em qualquer um dos outros dias – ela fica iluminada e bem mais legal! 🙂 E ali é pertinho da área do Soho londrino, cheio de bares, de gente na rua, de luzes, de cara de festa…! É um programa bem legal para a noite!

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Como ir, como chegar, onde ficar…

Como chegar: Como o trânsito fica fechado em algumas ruas, a melhor forma de chegar é sempre o metrô. As estações de Leicester Square, Piccadilly Circus e Charing Cross são as mais próximas (essa última tem uma saída bem na Trafalgar Square, pertinho de onde começa o desfile do Ano Novo Chinês).

Hotéis: Você pode optar por ficar perto do local para chegar e sair mais rápido. Aqui tem algumas opções do que tem na área.

  • Best Western Premier Shaftesbury Hotel: Fica bem na Shaftesbury Avenue, pertíssimo de Chinatown (e do ponto que eu falei que dá para ver melhor o desfile). Fica a 300 metros da Leicester Square e tem várias opções de metrô perto. É 4 estrelas e tem alguns quartos boutique, bem confortáveis. Super bem localizado, dá para ir a pé para o Soho. A partir de 122 libras.
  • Trafalgar Hilton: é bem chiquetoso e fica bem na Praça Trafalgar Square (tem um terraço bacaníssimo com vista para a praça. A vantagem daqui é que, além de super confortável, você está no centro de onde tudo acontece, e bem pertinho da estação de metrô e de trem de Charing Cross. Diárias a partir de 207 libras.
  • One Leicester Street: Fica bem na metade do caminho entre a Leicester Square (a dos teatros e cinemas) e a Shaftesbury Avenue, bem no coração da Chinatown. Está bem pertinho – a uma caminhada apenas – da Piccadilly Circus.
  • Premier Inn London Leicester Square: Esse hotel é da rede Premier Inn, que tenta ser uma das opções com melhor custo benefício: ou seja, quartos simples e confortáveis, locações convenientes e com o preço (mais ou menos) em conta. Eu já dormi em um dos hotéis da rede (o de Victoria) e gostei – considerando que ele é uma opção mais em conta que a cara média de preços de Londres. A promessa dos hotéis Premier Inn é de garantir uma boa noite de sono: entenda-se, quartos extremamente silenciosos, colchões e travesseiros adequados para uma postura boa, etc. Bom, funcionou para mim, porque dormi feito uma pedra. Mas vale lembrar que o banheiro é bem simples e os quartos geralmente são pequenos. Com isso em vista, esse hotel da rede em Leicester Square entrega o que promete: é uma boa opção de “pouso” super bem localizada (pertinho da praça), perto do metrô, e um oásis de silêncio em meio a uma zona bem animada (e um pouco barulhenta). Tem boas avaliações no Booking.com e seus quartos estão a partir de 115 libras.
  • West End One: Hotel tipo boutique charmosíssimo, com localização melhor ainda: fica nos fundos da National Gallery, entre a Leicester Square e a Trafalgar Square. Rapidíssimo de chegar tanto em um quanto em outro, e a preços razoáveis considerando a localização e o conforto. A partir de 15 libras.
  • Thistle Trafalgar Square: Fica numa rua lateral ao National Gallery, o que tem um lado bom: é estar perto de onde acontecem as coisas sem estar no meio delas. O hotel tem uma localização bem central, apenas 5 minutos a pé da Leicester Square e da Piccadilly Circus, e tem quartos bem confortáveis. É super bem avaliado pelos hóspedes do Booking.com, com diárias a partir de 131 libras.

Comida: A Charing Cross Road e a Strand, duas grandes avenidonas de lá, tem uma enorme variedade de lugares para comer, que vão de Starbucks e Costa Café até restaurantes de tudo quanto é tipo (e preço). O mesmo vale para a Leicester Square. Tecnicamente, a melhor opção de lugares para comer é Chinatown, com seus vários restaurantes chineses, mas ela vai estar bem cheia. Siga as dicas dadas ali em cima na parte de comida, ou opte pelos restaurantes ao redor – o que não vai faltar é opção!

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Clarissa Donda
Sou jornalista e escritora. Eu criei esse blog como um hobby: a idéia era escrever sobre minhas viagens para não morrer de tédio durante a recuperação de um acidente de carro. Acabou que tanto o blog quanto as viagens mudaram a minha vida (várias vezes, aliás). Por isso, hoje eu escrevo para ajudar outras pessoas a encontrarem as viagens que vão inspirar elas também.

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